Maior biblioteca do país completa 200 anos
A Biblioteca Nacional brasileira, situada no Rio de Janeiro, completa seu bicentenário neste ano. A fundação aconteceu em 1810, dois anos após a vinda da corte portuguesa ao Brasil. Os portugueses trouxeram 60 mil obras, que inicialmente compuseram o acervo da biblioteca.
Até hoje, a coleção particular da família real lusitana está abrigada no acervo. Hoje, a Biblioteca Nacional reúne 9 milhões de exemplares e é uma das dez maiores do mundo, sendo a maior do Brasil. Entre suas relíquias estão cartas de Freud, de Manuel Bandeira, a sentença de morte de Tiradentes e o Livro das Horas decorado em ouro.
A peça mais rara da biblioteca é uma Bíblia Sagrada com as folhas em pergaminho, escrita em 1462. Boa parte do acervo já foi digitalizado, e está disponível na internet.
Tam Cargo transporta biblioteca da Espanha para o Brasil
A Tam transportou aproximadamente oito mil livros e dez mil documentos sobre a história da Europa e da arte, ciências sociais e turismo para a Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP).
Pesando quase nove toneladas, o material estava na Universidade Europeia Miguel de Cervantes, em Valladolid, na Espanha, e foi transportado até São Paulo por meio da Tam Cargo, unidade de Cargas da Tam.
“Um dos objetivos de nossa empresa é contribuir com a educação e com a divulgação da cultura no país. Foi com muito prazer que patrocinamos o transporte de uma biblioteca tão rica como essa”, afirma Paulo Castello Branco, vice-presidente Comercial e de Planejamento da Tam.
A coleção, doada por Felix Tomillo Noguero, fundador, diretor e proprietário da Escola Superior de Turismo de Valladolid, instituição privada que deixou de existir em 2004, será mantida como acervo especial dentro da biblioteca da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.
Biblioteca da USP com 40 mil livros fica pronta em outubro
Brasiliana, cujo acervo foi doado por José Mindlin, já tem 3.000 livros para download.
Com previsão de entrega para o fim de outubro, a biblioteca Brasiliana da USP será uma das maiores da universidade, com 40 mil volumes. Seu conteúdo será o mais completo em assuntos brasileiros do país e vai incluir, além de 500 mil documentos de arquivo, o acervo do IEB (Instituto de Estudos Brasileiros), com 150 mil títulos – entre livros, manuscritos, registros oficiais e fotos antigas.
O complexo da biblioteca será instalado na Cidade Universitária (zona oeste de São Paulo), entre os prédios da reitoria e da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). A construção, cujo custo previsto é de R$ 30 milhões, terá 20 mil metros quadrados – vai incluir anfiteatro e outras instalações.
O acervo da Brasiliana é parte da doação de mais de 20 mil obras do bibliófilo José Mindlin, que tem o maior acervo particular do país, para a USP. Somente a biblioteca deve ser terminada neste ano – a construção completa está prevista para ser entregue em 2011.
Coordenada pelo professor de história da USP István Jancsó, a Brasiliana tem como referências a biblioteca pública de Nova York e biblioteca nacional de Paris. Ela vai contribuir com as pesquisas acadêmicas de instituições de ensino superior de todo o país, inclusive as do Estado de São Paulo, afirma o professor, em um vídeo do projeto:
- A idéia é transformar todo o projeto [do complexo da biblioteca] em um centro para pensar a cultura e memória brasileira. Tem que ser acessível a todo mundo.
Brasiliana da USP já tem 3.000 livros para download
O site da Brasiliana – biblioteca com mais de 40 mil volumes que a USP deverá inaugurar em outubro – já oferece 3.000 documentos para download, incluindo o primeiro livro impresso no Brasil, de 1747. Os planos da universidade são de ampliar a oferta para até 25 mil títulos. Serão incluídas obras como o original de Hans Staden, colonizador alemão aprisionado por índios no litoral fluminense em 1554.
Já estão disponíveis na internet as primeiras edições dos livros de Machado de Assis e dos sermões do padre Antonio Vieira, além do primeiro dicionário de língua portuguesa impresso em Portugal, entre 1712 e 1728.
A digitalização do acervo da Brasiliana é feita por um robô importado dos Estados Unidos, apelidado de Maria Bonita. A máquina permite escanear cerca de 2.400 páginas por hora, o equivalente a 50 mil livros por dia. Ela foi comprada por cerca de R$ 450 mil, com recursos da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo).
Censo aponta falta de bibliotecas públicas em um quinto das cidades brasileiras
Um quinto das cidades brasileiras – 1.152, entre 5.565 municípios – não possui ou ainda está implantando bibliotecas públicas municipais, segundo um censo nacional das instituições, realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) a pedido do Ministério da Cultura. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) e correspondem a 2009.
A pesquisa aponta que 420 municípios – 7,5% do total – tiveram suas bibliotecas extintas ou nunca abriram espaço de leitura. Outros 723 (13%) estão montando ou reinaugurando seus acervos. No total, são 4.763 bibliotecas municipais em todo o país – uma cidade pode abrigar mais de uma instituição de leitura e empréstimo de livros.
